|
|
TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA

Depois do sucesso da recente temporada no Centro Cultural São Paulo a Armazém Companhia de Teatro reestréia o espetáculo Toda Nudez Será Castigada , de Nelson Rodrigues , no dia 12 de janeiro , sexta-feira, no Teatro Sérgio Cardoso , às 21 horas. A peça narra o encontro entre o austero Herculano e a prostituta Geni, cuja história é regada a muito amor, sexo, ciúme e traição, culminando em tragédia.
A estrutura narrativa de Toda Nudez Será Castigada foi o que seduziu a companhia nessa montagem de Nelson Rodrigues (1912-1980). A peça começa pelo fim, com a voz de Geni (Patrícia Selonk) em um gravador: "Herculano, quem te fala é uma morta. Eu morri. Me matei”. O autor abre mão da surpresa, o suicídio da protagonista. A história aparece em flash-back e a ação se constrói com fragmentos de memória do austero viúvo e chefe de família Herculano (Thales Coutinho), que quer tirar a musa da prostituição. Mas tudo termina em tragédia.
Essa narrativa - permeada pela ciência e fé, pelos princípios e dogmas – ganhou do autor o subtítulo “obsessão em três atos”. Amor, desejo e morte são os esteios que amparam e, ao mesmo tempo, balançam a estrutura das personagens. Herculano promete a Serginho ( Sérgio Medeiros) - o filho de 18 anos, criado pelas tias - que será sempre fiel à sua mãe morta, mas seu irmão Patrício ( Fabiano Medeiros), o antagonista ambicioso e cheio de ódio, aproxima Geni de Herculano, para quem o sexo pleno é quase pecado. Já o vigor de Geni é sustentado pelo instinto e pela vontade de viver, embora ela se consuma na idéia de que irá morrer de câncer no seio. Salva-se por meio do sexo, seduz Serginho, mas acaba com a própria vida.
A montagem do Armazém não é presa a uma época ou a um lugar. O sagrado e o profano estão no cenário por meio de transparências, que sugerem vitrais coloridos como os de uma igreja ou de um bordel. A cenografia é perfeitamente adequada, não-realista e sugere as gavetas da memória de Herculano e suas portas giratórias que compõem uma caixa inteiriça de acrílico e ferro.
O espetáculo foi o grande vencedor do Prêmio Shell de Teatro (Rio) 2005, ganhando os troféus de Melhor Direção (Paulo de Moraes) e Melhor Iluminação (Maneco Quinderé), além de ser indicado nas categorias de Melhor Atriz (Patrícia Selonk) e Melhor Cenário (Paulo de Moraes e Carla Berri). A peça já foi apresentada no Rio de Jnaeiro, Brasília, Belo Horizonte, Londrina, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo. Recentemente, foi agraciado com o Prêmio Eletrobrás de Melhor Figurino, Cenografia e Iluminação.
DATA:
de 12 de a 28 de janeiro, sexta e sábado às 21h, domingo às 20h
LOCAL: Sala Sérgio Cardoso
INGRESSOS: R$ 30,00 (sexta e domingo) e R$ 40,00 (sábado)
REALIZAÇÃO:
DIREÇÃO: : Paulo de Moraes
ELENCO: Patrícia Selonk (Geni), Thales Coutinho (Herculano), Fabiano Medeiros (Patrício), Sérgio Medeiros (Serginho), Simone Mazzer (tia 1), Verônica Rocha (tia 2), Isabel Pacheco (tia 3), Simone Vianna (coro), Raquel Karro (coro), Ricardo Martins (coro) e Marcelo Guerra (coro).
CENSURA: 16 ANOS
CHALAÇA

O que se esconde nas sombras da história do Brasil que serve de material tanto para o romance picarescos quanto para drama televisivos? Quem são essas personagens de atuação real que influenciaram e continuam a influenciar todas as ações políticas e sociais do Brasil? Por que os mitos brasileiros nunca são expostos em suas ações mais comezinhas e cotidianas, revelação de uma formação burguesa equivocada e uma classe política desajustada ?
CHALAÇA a peça não responderá a nenhum dessas questões. Apenas levantará as perguntas.
DATA:
de 17 de janeiro a 01 de março, quarta e quinta às 21h
LOCAL: Sala Paschoal Carlos Magno
INGRESSOS: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
REALIZAÇÃO:
DIREÇÃO: : Marcio Aurélio
ELENCO: Carlos Canhameiro, Daniel Gonzalez, Débora Monteiro, Fábio Basile, Fabrício Licursi, Gustavo Xella, Mariza Junqueira, Paula Mirhan.
PRODUÇÃO: Carlos Canhameiro
CENSURA: 12 ANOS
ABRE AS ASAS SOBRE NÓS
Projeto Bárbara 2 - Dois espetáculos completamente diferentes mas com a mesma fonte de inspiração: o conto Bárbara, de Dráuzio Varella

O projeto “Bárbara ao Quadrado” objetivou pesquisar a influência da dramaturgia na concepção de uma peça de teatro, formando um repertório de duas peças a partir do conto “ Bárbara”, de Drauzio Varella, que revisita o universo do Carandiru e revela seres humanos condenados, encarcerados e geneticamente masculinos , mas com todos os comportamentos e relações que estamos habituados a ver em qualquer outra história.
O primeiro espetáculo do projeto , O Anjo do Pavilhão Cinco , de Aimar Labaki, esteve em cartaz no primeiro semestre de 2006 no Espaço dos Satyros II e participou do 13º PORTO ALEGRE EM CENA .
O segundo espetáculo, “Abre as Asas Sobre Nós”, foi escrito por Sérgio Roveri, que nos apresenta uma história que poderia se situar no período anterior à prisão dos personagens do conto “ Bárbara”, de Drauzio Varella .
Ao fazer um retrato poético e dolorido da solidão e das relações que unem as personagens Bárbara, Xale, Paulo Preto e Galega, o texto também cria um mistério que irá se resolver no último segundo, num desfecho dramático.
DATA:
de 19 de janeiro a 25 de fevereiro, sexta e sábado às 21h domingo às 19h
LOCAL: Sala Paschoal Carlos Magno
INGRESSOS:
Valor INTEIRA: R$ 20,00 para 1 espetáculo (“Abre as Asas sobre Nós”) e R$ 30,00 para dois espetáculos (“Abre as Asas sobre Nós” e “O Anjo do Pavilhão Cinco”)
Valor MEIA: R$ 10,00 para 1 espetáculo (“Abre as Asas sobre Nós”) e R$ 15,00 para 2 espetáculos (“Abre as Asas sobre Nós” e “O Anjo do Pavilhão Cinco”)
REALIZAÇÃO:
DIREÇÃO: : Luiz Valcazaras
ELENCO: André Fusko, Emerson Rossini, Rodrigo Gaion, Walmir Pinto
PRODUÇÃO: André Fusko
CENSURA: 14 anos
O ANJO DO PAVILHÃO CINCO
Projeto Barbára 2 - Dois espetáculos completamente diferentes mas com a mesma fonte de inspiração: o conto Bárbara, de Dráuzio Varella

No conto “ Bárbara”, Drauzio Varella revisita o universo do Carandiru e revela seres humanos condenados, encarcerados e geneticamente masculinos , mas com todos os comportamentos e relações que estamos habituados a ver em qualquer outra história.
Estas personagens tão singulares experimentam o ciúme, a luta pelo poder , a traição, a honra, a amizade e o amor, nos fazendo pensar no quanto somos donos de nossos atos e relações , ou se somos vítimas de um comportamento programado geneticamente, vítimas de instintos e de padrões culturais impostos inconscientemente.
Xalé: “Deus pensou em tudo . A gente só tem que cumprir“.
“O Anjo do Pavilhão Cinco” de Aimar Labaki , é a primeira das duas versões para o teatro, inspiradas no conto “ Bárbara”, de Drauzio Varella, que culminam no projeto “Bárbara ao Quadrado”, idealizado há quatro anos por André Fusko. Em outubro, “Abre as asas sobre nós” , de Sérgio Roveri , com direção de Luiz Valcazaras , estreou no Espaço dos SatyrosII.
O projeto tem como objetivo pesquisar a influência da dramaturgia na concepção de uma peça de teatro, formando um repertório de duas peças. A principal diferença entre estas peças será o dramaturgo. Aimar Labaki e Sérgio Roveri , terão a mesma inspiração para criar sua própria versão , mostrando qual o papel de cada um no resultado de uma montagem que tem o mesmo ponto de partida: “ Bárbara” de Drauzio Varella.
DATA:
de 19 de janeiro a 25 de fevereiro, sexta e sábado às 22h30 domingo às 20h30
LOCAL: Sala Paschoal Carlos Magno
INGRESSOS:
Valor INTEIRA: R$ 20,00 para 1 espetáculo (“Abre as Asas sobre Nós”) e R$ 30,00 para dois espetáculos (“Abre as Asas sobre Nós” e “O Anjo do Pavilhão Cinco”)
Valor MEIA: R$ 10,00 para 1 espetáculo (“Abre as Asas sobre Nós”) e R$ 15,00 para 2 espetáculos (“Abre as Asas sobre Nós” e “O Anjo do Pavilhão Cinco”)
REALIZAÇÃO:
DIREÇÃO: : Emilio di Biasi
ELENCO: André Fusko, Darson Ribeiro, Fabio Penna , Jonathan Faria, Maria Gandara
PRODUÇÃO: André Fusko
CENSURA: 14 anos |
|