Foto: Isabel Soares

V.U.L.V.A.

MITbr 2019

No linguajar popular, várias palavras são usadas como sinônimos para o órgão sexual feminino. Mas por que raramente empregamos a palavra “vulva”? Quando a nomeamos, sempre temos a impressão de que falamos algo indecente, algo que é definido pelo “não dizer”. Qual é o significado e a consequência dessa negação do biológico, do comum? Inspirado na história em quadrinhos A Origem do Mundo, da quadrinista sueca Liv Strömquist, e no livro Vulva – A Revelação do Sexo Invisível, de Mithu M. Sanyal, o espetáculo aborda o tabu em relação à genitália feminina, devolvendo o protagonismo das mulheres em relação ao próprio corpo e à sua sexualidade. A montagem explicita relações entre arte e conhecimento, a partir de uma entrevista-performance sobre a história do órgão sexual feminino, contada sob a perspectiva da anatomia clássica, mas com humor satírico, defendendo a necessidade de deter o desejo da sociedade de colonizar o corpo das mulheres.

Após a sessão do dia 22 de março haverá encontro com os artistas, que compartilharão questões de seus processos criativos, mediados por pesquisadores brasileiros.