São Paulo Companhia de Dança | Temporada 2021 no TSC

São Paulo Companhia de Dança | Temporada 2021 no Teatro Sérgio Cardoso

De 17 a 27 de junho

De quinta a sábado, às 19h

Domingo, às 17h

 

Ingressos: 

Plateia R$70,00 (inteira) R$35,00 (meia)

Balcão R$45,00 (inteira) R$22,50 (meia)

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Duração: 75 minutos

Classificação: Livre

 

Programa 1 

Repertório: Estreia de Les Sylphides (Chopiniana), remontagem de Ana Botafogo | Só Tinha de Ser com Você, de Henrique Rodovalho

Datas: 17 a 20 de junho

Horários*: quinta-feira, sexta-feira e sábado, às 19h | domingo, às 17h

 

Programa 2

Repertório: Estreia de Giselle – Ato II, remontagem de Lars Van Cauwenbergh | Agora, de Cassi Abranches

Datas: 24 a 27 de junho

Horários*: quinta-feira, sexta-feira e sábado, às 19h | domingo, às 17h

 

* Os horários estão sujeitos a alteração conforme atualizações do Plano São Paulo

* As sessões da temporada serão transmitidas pela plataforma #CulturaEmCasa  www.culturaemcasa.com.br

 

O primeiro programa conta com o encontro de dois ícones do cenário nacional da dança: Ana Botafogo e Henrique Rodovalho. A primeira-bailarina do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro assina uma remontagem inédita de Les Sylphides (Chopiniana) para a Companhia. Coreografada originalmente em 1909 por Michel Fokine (1880-1942), a partir de composição de Frédéric Chopin (1810-1849), esta é uma obra que evoca a era romântica e marca a estreia de Ana no papel de remontadora.

A noite fecha com Só Tinha de Ser com Você, uma coreografia de Rodovalho estreada, em 2005, por sua companhia, a Quasar Cia de Dança, com músicas do álbum Elis & Tom (1978). Em 2020, ela ganhou uma versão para a SPCD com distâncias ampliadas entre os bailarinos e relações construídas a partir de gestos e olhares, dando início à atuação de Rodovalho como coreógrafo residente da São Paulo após as criações originais de Inquieto (2011) e Melhor Único Dia (2018).

A segunda semana leva para o palco do Teatro Sérgio Cardoso dois nomes cujas as trajetórias coreográficas estão intrinsecamente ligadas à SPCD: Lars Van Cauwenbergh e Cassi Abranches. Depois de assinar A Morte do Cisne, em 2019, para a São Paulo, Lars – que também é professor da Companhia – lança Giselle – Ato II, inspirada livremente no original de 1841 de Jules Perrot (1810-1892) e Jean Coralli (1779-1854). Apontada por estudiosos como o ápice do romantismo na dança clássica, Giselle vem recebendo inúmeras releituras ao longo dos séculos e agora chega ao repertório da São Paulo.

A Temporada de junho da SPCD se despede com a premiada Agora, de Cassi. Eleita como melhor coreografia de 2019 pelo júri do Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), a obra se soma a outras três criadas pela coreógrafa paulista para o repertório da Companhia, que inclui ainda Gen (2014), o segundo ato de Schumann ou Os Amores do Poeta (2018) e Respiro (2020).

Ficha técnica das obras (por ordem de apresentação):

Les Sylphides (Chopiniana) (2021) – ESTREIA

Remontagem: Ana Botafogo, a partir da obra de 1909 de Mikhail Fokine (1880-1942)

Música: Frédéric Chopin (1810-1849)

Iluminação: André Boll
Figurino: Tânia Agra

Cenografia: Fábio Namatame

Assistência de Remontagem: Teresa Augusta

Este clássico evoca a era romântica do balé para retratar o encantamento de um poeta sonhador pela dança das sílfides, seres mágicos que habitam as florestas. Sob o luar, elas materializam o ato poético em seus movimentos e desenham o palco com arabescos, resultando em uma obra de grande beleza contemplativa.

 

Só Tinha de Ser com Você (2020)

Coreografia e Iluminação: Henrique Rodovalho

Músicas: Faixas do álbum Elis & Tom, com composições de Aloísio de Oliveira (1914-1995), Antonio Carlos Jobim (1927-1994) e Vinicius de Moraes (1913-1980)

Figurino: Cássio Brasil

Cenografia: Letycia Rossi

Assistência de Coreografia: Vivian Navega

A obra Só Tinha de Ser com Você é uma sensível e singular releitura coreográfica do álbum Elis & Tom (1974), clássico da música brasileira. Este grande sucesso do coreógrafo Henrique Rodovalho foi criado originalmente em 2005 para sua companhia, a Quasar Cia de Dança, e, agora, ganha uma versão especial pensada para os bailarinos da São Paulo Companhia de Dança. “Esta primeira remontagem de um espetáculo da Quasar Cia de Dança ‘só tinha de ser’ com a SPCD. É um belo encontro do estilo Quasar/Rodovalho de dançar com todo o aprimoramento técnico da São Paulo Companhia de Dança”, comenta Rodovalho.

 

Giselle – Ato II (2021) – ESTREIA

Remontagem: Lars Van Cauwenbergh, a partir da obra de 1841 de Jules Perrot (1810-1892) e Jean Coralli (1779-1854)

Música: Adolphe Adam (1803-1856)

Iluminação: Wagner Freire

Figurino: Marilda Fontes

Cenografia: Vera Hamburger

Assistência de Cenografia: Fernando Passetti

Execução de cenografia (boca de cena e túmulo): Jorge e Denis Produções Cenográficas

Tratamento de Imagens: MR Estúdio Digital

Iconografia: Telão: foto de Cássio Vasconcellos/Bridgeman Images

Pernas: composição com gravuras de Jean Baptiste Debret cedidas pela Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin; de Charles Othon Frederic Jean-Baptiste de Clarac e de Friedrich Philipp von Martius (a partir de Thomas Ender e de Benjamin Mary) – Coleção Martha e Erico Stickel – cedidas pelo Acervo Instituto Moreira Salles

Este marco do balé romântico acompanha o romance entre a aldeã Giselle e Albrecht, um nobre disfarçado de camponês. Após ser traída por ele, a jovem, que tem o coração frágil, morre. No segundo ato, o príncipe, tomado pelo remorso, visita o túmulo de Giselle, mas é atacado pelas Willis. Elas são espíritos de moças mortas antes do casamento devotados a fazer os homens que ali aparecem a dançarem até seu próprio fim. Giselle – agora também uma willi – busca a todo custo proteger seu amado. O tom de despedida domina a cena: Giselle está pronta para perdoar Albrecht e deixá-lo partir em paz.

 

Agora (2019)

Coreografia: Cassi Abranches

Trilha Sonora Original: Sebastian Piracés

Iluminação: Gabriel Pederneiras

Figurino: Janaína Castro

Agora explora a palavra tempo em seus possíveis significados: musical com dinâmicas e sonoridades; cronológico com lembranças e expectativas; temperatura com diferentes graus e intensidades. A coreógrafa esculpe os movimentos no corpo de cada bailarino a partir dos ritmos musicais da trilha composta por Sebastian Piracés, que utiliza bateria e elementos de percussão afro-brasileiros, misturados ao rock contemporâneo e ao canto. A obra recebeu o Prêmio APCA de melhor coreografia de 2019.

 

Crédito da foto: Nanah D’Luize