Foto: Wilian Aguiar

SPCD 2018 – Suíte de Raymonda | Primavera Fria | Melhor Único Dia

SUÍTE DE RAYMONDA (2017)
Essa obra integra o terceiro ato do balé e mostra um diverssement da dança clássica em que vemos a beleza dos desenhos dos corpos na cena e a potência do balé. Guivalde de Almeida assina esta remontagem, ampliando o espaço de criação para o artista da dança do Brasil.
Guivalde de Almeida é diretor artístico da Cia. Brasileira de Danças Clássicas e da Especial Academia de Ballet. Representa o Estado de São Paulo como delegado do Conselho Brasileiro de Dança. Durante 10 anos foi o responsável pelo balé do projeto Aprendiz de Maestro. É mestre de balé convidado em importantes escolas do país tendo sido premiado nos mais importantes festivais de dança do Brasil e exterior. Foi professor ensaiador da SPCD entre 2013 e 2014.

PRIMAVERA FRIA (2017)
A perda do objeto amoroso é um tema que há séculos inquieta e inspira poetas, pensadores e artistas. Mas, longe de constituir uma experiência metafísica, essa perda é vivenciada no corpo por meio de um intrincado encadeamento bioquímico sofrido e produzido pelo cérebro humano. Percepção, cognição e resposta. Estudiosos da psique, e seus dispositivos neurológicos também se renderam a este tema, trazendo para o campo da ciência o que já florescia na filosofia e na arte. Primavera Fria examina a anatomia de uma ruptura inesperada. É uma jornada do corpo pela perda do objeto amoroso enquanto experiência psíquica e neurológica. A obra propõe um mapeamento afetivo-sensorial do corpo em nosso cérebro.
Clébio Oliveira é bailarino, coreógrafo e professor de dança contemporânea. Como bailarino dançou na Cia. de Dança Deborah Colker (Rio de Janeiro) e na Toula Limnaios (Alemanha). Como coreógrafo independente cria projetos solos e trabalhos para diversas companhias no Brasil e no exterior. Em 2012, recebeu o prêmio Hoffnungträger (Coreógrafo Mais Promissor), concedido pela revista alemã TanzMagazine, e em 2011, venceu a competição National Choreographic Competion of Chicago (EUA). Desde 2008 reside em Berlim, onde atua como artista independente.

ESTREIA | MELHOR ÚNICO DIA (2018)
Rodovalho comenta que neste trabalho experimenta movimentos expandidos e continuados a partir da relação dos bailarinos que permanecem todo o tempo em cena. “As referências sobre esta característica vieram de grandes grupos de animais em movimento e como se desenvolvem e se relacionam”, diz o coreógrafo. A obra trata sobre ‘o que tem de acontecer’, neste breve espaço de tempo de existência deste grande grupo, relacionado principalmente a algum tipo de prazer. Por isso, o nome Melhor Único Dia. “Para tentar traduzir, de alguma forma, a curta existência que se expressa através do movimento em grupo”, completa Rodovalho. Henrique Rodovalho é diretor artístico e coreógrafo residente da Quasar Cia. de Dança, uma das mais importantes do Brasil. Sua linha de pesquisa é baseada na complexidade existencial do corpo e da alma. Ganhou diversos prêmios nacionais e internacionais como o Prêmio Mambembe e XXI Prêmio de Composição Coreográfica no México. Em 2011, Rodovalho criou Inquieto para a SPCD.