Foto: Zyon Colbert

Rio Grande

Um pacato metroviário busca homens na internet para supostamente ter relações sexuais com sua esposa, até que acaba se envolvendo em um crime virtual e é levado a prestar contas em uma delegacia. Para tentar provar sua inocência, ele terá de mergulhar nas águas mais profundas e turvas de seu interior, ao mesmo tempo em que recorda a trajetória do suposto crime, fazendo um balanço de sua existência e enfrentando seus instintos. Escrita de modo fragmentado e encenada em uma dinâmica quase compulsiva entre três linhas de raciocínios paralelas, RIO GRANDE é uma peça que, em um jogo de capas, não simplesmente se revela, mas deixa ao espectador a função de ter o seu entendimento do enredo e da personagem (ou das personagens).