Refúgio

Com uma estrutura onde nada se explica completamente, em que a linguagem lacunar das personagens não se deve às suas características psicológicas, mas sim a uma indefinição objetiva da própria realidade, a trama da peça flerta com o ambiente do thriller, por um lado, e também, por outro, com o teatro do pós-guerra europeu – com uma inversão a partir da qual poder-se-ia arriscar denominá-la uma peça de pré-guerra.Em um contexto aparentemente cotidiano, algumas pessoas começam a ir embora, não se sabe para onde nem para quê. Uma mulher procura entender o que está acontecendo, seu marido a acompanha nesta busca. O mundo ao redor deles caminha para uma completa desestrutura, e ela mergulha cada vez mais em uma angústia sem solução, até que tudo se transforma em algo completamente novo e estranho.