Por Onde Andam os Porcos – MITbr

A imagem do porco capitalista ganha uma releitura na performance. Em vez de pensar na figura centralizada do opressor, o trabalho apresenta o sistema como um organismo auto regulável, que impõe sua lógica a movimentos divergente. Os indivíduos são vistos como seres políticos, pessoas que vestem a máscara de porco e ajudam a sustentar a estrutura de mundo. A partir de obras como A Sociedade do Cansaço, de Byung Chul Han, o espetáculo questiona a lógica de desempenho super produtivo da sociedade capitalista – com sistemas de autoexploração e monitoramento que disfarçam o custo humano para manter essa ordem. Em cena, os artistas propõem expressões e movimentos que questionam qual é o corpo desse estado hipnótico do desempenho e buscam não se apagar em meio ao excesso de individualização. O trabalho é feito de cenas improvisadas, e as intérpretes modificam seus gestos de acordo com estímulos do espaço. Tudo acontece como numa galeria de arte, onde o público tem livre circulação.