Ponto Morto

Ponto Morto é uma peça teatral que tenta explorar as possibilidades de um diálogo repleto de fraturas, repetições e nonsense entre um portador de síndrome do espectro autista e seu pai, ambos acima dos 40 anos. Com um texto forte e contundente, nos leva a analisar e discutir um assunto pouco explorado, cercado de medo, discriminação e exclusão social.
O tema central é a incapacidade crescente do pai em aceitar as limitações que o transtorno autista impõe ao filho.
De alguma forma, as personagens dialogam com antigas fábulas infantis, uma espécie de João e Maria às avessas onde o pai procura não deixar pista para que o filho jamais “retorne” ao ponto de partida.
As situações descritas procuram sublinhar a falta de sentido e o vazio da condição de ambos. A peça é uma tentativa de compreender e de prosseguir.
Ponto Morto é o ponto de partida de uma retomada, uma espécie de ponto de inflexão num relacionamento velho, cansado, quase uma fantasmagoria. É também o ponto final de uma busca e talvez de um reencontro ou renascimento.