Foto: Renato Hatsushi

Janela de Papel e Estranho Lugar

Janela de Papel de Bruno Gregório
Imagine uma janela aberta. Essa janela é o que emoldura sua relação com a realidade. Daí a noção de fantasia que estrutura a articulação do ser humano com o desejo e com o amor. A realidade objetiva está irreversivelmente perdida através das lentes da subjetividade.

Estranho Lugar de Igor Vieira
Dos lugares em que existimos somos parte. Se estranho são, somos aquilo que vivemos neles. Somos pares mas também somos ímpares. Somos possibilidades. Me ocupo de mim, do outro, de lugares e sonhos. Por vezes vívidos, intensos. Em outras vezes, ilusão. O outro que me é lugar é também espelho. E as partes se somam, se distanciam, subtraem, se diferenciam. Somos pares e sendo assim somos os ímpares que se situam. Em algum lugar, meu e seu, estranho lugar.