Carne Urbana

O limite da carne em um tecido rasgado por relações urbanas. É chegar às vísceras. Encarnar. Para além da pele, chegamos à carne, que gera movimento e torna vivo o urbano. Um fluxo incessante de trocas entre corpo e cidade. Um corpo guiado pelas aparências, pela imagem, pela busca da longevidade. Um corpo que nega a morte e torna-se escravo da sobrevivência. É preciso perder, deixar morrer, perceber o corpo que definha, engasga, emperra, interrompe, apodrece. E seguir, mesmo com a distopia de um lugar que revela gestos que quase desistem, que abandonam. O trabalho busca refletir sobre a fisicalidade dos corpos urbanos e as transformações do corpo, revelando percepções ora silenciadas internamente, ora escancaradas no bando, e que emanam nesta exposição de carnes.