Sala Sérgio Cardoso

Dança | De 28 de junho a 01 de julho 2018

SPCD 2018 – 14’20” | Petrichor | Instante | Gnawa

São Paulo Companhia de Dança
Quinta e sábado às 21h, sexta às 21:30, domingo ás 18h | Duração: 105 minutos (com 15 minutos de intervalo)

R$ 50 (plateia central), R$ 25 (meia-entrada plateia central)
R$ 40 (plateia lateral), R$ 20 (meia-entrada plateia lateral)
R$ 30 (Balcão), R$ 15 (meia-entrada balcão)
Compre aqui ou compareça a bilheteria do Teatro

14’20’’ (2007)
14’20” é um extrato de seu balé 27’52’’, no qual o título da coreografia tem referência ao tempo de duração da obra. Com música especialmente composta por Dirk Haubrich, o dueto extremamente físico exige uma entrega total dos intérpretes. “O tempo é o tema base nessa obra. As vozes dos bailarinos originais, que escolheram seus próprios textos para gravar, são executadas para frente e ao revés, assim como os passos da coreografia, causando a sensação de voltar no tempo”, conta Nina Botkay. Jirí Kylián é um dos grandes nomes da dança mundial. Seu estilo é marcado pelo rigor e tem como fundamento a técnica clássica revisitada de maneira contemporânea. Foi diretor artístico do Nederlans Dans Theater (NDT), em Haia, Holanda, por mais de 20 anos. Nesse período criou mais de 70 obras. Atualmente tem coreografias encenadas por diversas companhias do mundo. A SPCD tem em seu repertório outras três obras de Jirí Kylián: Indigo Rose (1998), Petite Mort (1991) e Sechs Tänze (1986).

ESTREIA | PETRICHOR (2018)
Primeira criação de Bordin para uma companhia brasileira, Petrichor – nome que remete ao cheiro da terra molhada pela chuva – teve como ponto de partida a música de Jóhann Jóhannsson e Wim Mertens, que, segundo Bordin, permite um vislumbre da criação coreográfica. “Quando ouço Mertens, começo a imaginar a luz, o figurino, os passos”. As características dos bailarinos brasileiros foram outra fonte de inspiração para o criador. “A obra se desenvolveu em diálogo com o elenco. Cada um trouxe uma cor, um caráter forte, marcante, bem diferente do que eu imaginava. E isso acabou por se tornar a parte mais gratificante desta coreografia. Thiago Bordin é coreógrafo e professor freelancer na Europa e no Brasil. De 2001 a 2013 participou do Balé de Hamburgo, sob a direção de John Neumeier, onde se tornou primeiro bailarino em 2005. De 2014 a 2017, dançou no Nederlands Dans Theater na Holanda. Ganhador de vários prêmios, entre eles, destacam-se o Deutsch Tanzpreis “Zukunft” (Alemanha, 2005) e Benois de La Danse, Bolshoi Theater (Russia, 2010). Sua criação para a SPCD faz parte do programa Ateliê de Coreógrafos Brasileiros 2017.

ESTREIA | INSTANTE (2017)
Instante é uma criação de Lucas Lima para o Ateliê de Coreógrafos Brasileiros e tem como ponto de partida a música de Max Richter, que ganhou novas dinâmicas no movimento dos bailarinos da SPCD. Segundo o coreógrafo, a obra trata de “um instante para se encontrar, e outro para se perder. Um instante para decidir, para seguir, para voltar, para se arrepender”. É uma coreografia que introduz novos impulsos e dinâmicas nos movimentos do balé, dialogando com a contemporaneidade.
Lucas Lima é solista do Norwegian National Ballet e nesses últimos anos iniciou sua carreira de coreógrafo criando obras para grandes companhias do mundo como para o Norwegian National Ballet e para o Balé da Cidade. Sua criação para a SPCD faz parte do programa Ateliê de Coreógrafos Brasileiros de 2017.

GNAWA (2005)
Gnawa é uma peça que utiliza os quatro elementos fundamentais – água, terra, fogo e ar – para tratar da relação do ser humano com o universo. A obra apresenta o reiterado interesse de Nacho Duato pela gravidade e pelo uso do solo na constituição de sua dança. Os gnawas são uma confraria mística adepta do islamismo, descendentes de ex-escravos e comerciantes do Sul e do centro da África, que se instalaram ao longo dos séculos no Norte daquele continente.
Nacho Duato foi diretor da Companhia Nacional de Dança da Espanha por 32 anos, onde criou mais de 30 obras. Dirigiu o ballet Mikhailovsky de San Petersburgo de 2010 a 2014, e, em agosto do mesmo ano assumiu a direção do Staatsballet de Berlim. O repertório de Nacho está presente em grandes companhias do mundo. A SPCD tem em seu repertório as obras Por Vos Muero e Gnawa, de Duato.

Ficha técnica 14'20'': Coreografia e produção: Jirí Kylián (trecho da obra 27’52’’). Remontagem para a SPCD: Nina Botkay Música: Dirk Haubrich (inspirada em dois temas da Sinfonia nº 10 de Gustav Mahler). Figurino: Joke Visser Execução de figurinos para SPCD: Judite Lima. Iluminação: Kees Tjebbes e Loes Schakenboos. Estreia pela SPCD: 2017, Teatro Sérgio Cardoso, São Paulo.

Ficha técnica de Petrichor: Coreografia e iluminação: Thiago Bordin Música: Jóhann Jóhannsson e Wim Mertens Figurinos: Fábio Namatame Estreia mundial pela SPCD: 2018, Teatro Estadual de Araras, Araras, São Paulo

Ficha técnica de Instante: Coreografia e figurino: Lucas Lima Música: On the Nature of Daylight, de Max Richter Iluminação: Nicolas Marchi Estreia mundial pela SPCD: 2017, Sesc Jundiaí, São Paulo

Ficha técnica de Gnawa: Coreografia: Nacho Duato Remontagem: Hilde Koch e Tony Fabre (1964-2013) Música: Hassan Hakmoun, Adam Rudolph, Juan Alberto Arteche, Javier Paxariño, Rabih Abou-Khalil, Velez, Kusur e Sarkissian Organização e produção original: Carlos Iturrioz Mediart Producciones SL (Spain) Figurino: Luis Devota e Modesto Lomba Iluminação: Nicolás Fischtel Estreia pela SPCD: 2009, Teatro Sérgio Cardoso, São Paulo