fbpx

Sala Sérgio Cardoso

| 7 a 10 de novembro

São Paulo Companhia de Dança

Quinta a sábado, às 20h Domingo, às 17h

Plateia Central R$ 65,00 (inteira) R$32,50 (meia)
Plateia Lateral R$ 50,00 (inteira) R$25,00 (meia)
Balcão R$ 40,00 (inteira) R$20,00 (meia)

Compre aqui ou compareça a bilheteria do Teatro

Estreia de Anthem (2019), de Goyo Montero | Melhor Único Dia, de Henrique Rodovalho | Supernova, de Marco Goecke

A São Paulo Companhia de Dança (SPCD), corpo artístico da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela Associação Pró-Dança e dirigida por Inês Bogéa, apresenta duas novas obras: Vai, do norte-americano Shamel Pitts, e Anthem, do espanhol Goyo Montero. Esta é a primeira vez que ambos os coreógrafos fazem criações para uma companhia brasileira. As obras fazem parte da segunda parte da Temporada 2019 da SPCD no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Titulada Sem Fronteiras, a temporada traz programas distintos: 31 de outubro a 03 de novembro e 07 a 10 de novembro.

Melhor Único Dia (2018)

Coreografia e iluminação: Henrique Rodovalho

Música: Criação original de Pupillo com voz de Céu

Figurino: Cássio Brasil Rodovalho comenta que neste trabalho experimenta movimentos expandidos e continuados a partir da relação dos bailarinos que permanecem todo o tempo em cena. “As referências sobre esta característica vieram de grandes grupos de animais em movimento e como se desenvolvem e se relacionam”, diz o coreógrafo. A obra trata sobre ‘o que tem de acontecer’, neste breve espaço de tempo de existência deste grande grupo, relacionado principalmente a algum tipo de prazer. Por isso, o nome Melhor Único Dia. “Para tentar traduzir, de alguma forma, a curta existência que se expressa através do movimento em grupo”, completa Rodovalho. No ano da estreia, 2018, Melhor único Dias conquistou o Prêmio APCA como Melhor Estreia do Ano e o terceiro lugar como Melhor Espetáculo de Dança pelo Guia da Folha de S. Paulo na categoria voto popular.

Supernova (2009)

Coreografia e figurino: Marco Goecke

Música: Pierre Louis Garcia-Leccia (Ohimé - faixa Aka), Antony & The Johnsons (Another Word - faixa Shake That Devil)

Iluminação: Udo Haberland

Figurino: Madalena Machado (Arte & Cia)

Remontagem: Giovanni Di Palma

Inspirado pelo fenômeno astronômico das supernovas – estrelas que explodem e brilham no espaço, Marco Goecke criou Supernova, uma coreografia de contrastes na qual a morte e a vida, escuro e claro, estão ligadas pela energia de cada corpo. Os bailarinos aparecem e desaparecem do palco misteriosamente e a movimentação é marcada por sequências muito rápidas, precisas e controladas que fazem os corpos vibrarem. Para Goecke, cada movimento pode acontecer somente uma vez. “Você pode fazê-lo cada vez mais rápido, então dificilmente ele vai existir no final”. A São Paulo Companhia de Dança foi a primeira companhia no Brasil a dançar uma obra de Marco Goecke.

Anthem (2019)

Coreografia: Goyo Montero

Música: Owen Belton

Iluminação: Nicolas Fichtel e Goyo Montero

Figurino: Fábio Namatame e Goyo Montero

Organização: Carlos Iturrioz Mediart Producciones SL (Espanha)

Anthem é a primeira criação do espanhol Goyo Montero para uma companhia brasileira. A obra traz uma reflexão sobre o processo de construção e desconstrução de identidades coletivas. Segundo o coreógrafo: “Há ciclos que se repetem e cometemos sempre os mesmos erros, de pensar que estamos separados, que somos diferentes quando, na realidade, todo ser humano é um e, no momento em que perdemos essa unidade, os problemas começam. Este é um traço da história humana”. A trilha é do canadense Owen Belton, com quem Goyo já criou mais de nove obras. A inspiração da música vem de canções que se tornam hinos – sejam de nações, pessoas com preferências parecidas ou indivíduos de uma mesma geração. Por isso, o nome escolhido para a obra: Anthem, hino em inglês. Para Montero, “A voz humana se converte em uma canção e esta canção se converte em algo com a qual nos identificamos”.